terça-feira, novembro 15, 2005

COPA DO MUNDO DE 1950

Brasil – 1950
Um ano complicado. É assim que podemos definir 1950, porque as relações diplomáticas internacionais ficaram estremecidas e alguns países atingidos pela Segunda Guerra Mundial ainda estavam se reerguendo. Esse ano também foi marcado pela Guerra Fria, num duelo liderado pelos Estados Unidos no lado capitalista e a União Soviética pelo bloco comunista. Os soviéticos fizeram testes com a bomba atômica, enquanto os norte-americanos e seus aliados europeus formalizaram um acordo de defesa militar, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). No Brasil, Getúlio Vargas é reconduzido pelo voto à presidência da República, em substituição ao general Dutra.
Numa temporada cheia de surpresas, na Copa do Mundo não poderia ser diferente. O Brasil, que havia construído o Maracanã, o maior estádio do mundo, especialmente para esta Copa, seria palco de decepção e tristeza. A seleção brasileira era a grande favorita para conquistar o título. Mas na final, o Uruguai levou a melhor sobre os brasileiros e ficou com seu segundo título mundial.

HISTÓRIA
A mais inacreditável das derrotas
Arrasadas em sua maioria por causa da Segunda Guerra Mundial, as nações européias não estavam em condições de abrigar uma grande competição esportiva. Exceção feita à Inglaterra, que no entanto, já havia se comprometido com a Olimpíada de 1948, em Londres. Restou ao Brasil, candidato único no planeta, a honra de organizar a Copa do Mundo de 1950, a primeira do pós-guerra.
Razões econômicas obrigaram alguns países a desistir da competição. A distância também pesou, e apenas 13 nações se dispuseram a participar da Copa.

Entre as seleções que vieram ao país estava a Inglaterra, que finalmente participava da competição. E foi ela que protagonizou uma das maiores zebras da história das Copas. Em uma partida na qual perdeu dezenas de oportunidades de gol, foi derrotada por 1 a 0 pela seleção norte-americana.
A Itália, bicampeã, não conseguiu passar da primeira fase. Contou para isso a tragédia do ano anterior, quando a base da seleção foi perdida com a queda do avião que transportava a equipe do Torino.
Brasil, Espanha, Suécia e Uruguai classificaram-se para a fase final. Após a disputa de um quadrangular seria campeão a equipe que somasse mais pontos. Na primeira rodada, o Brasil não deu chances para os suecos, goleando por 7 a 1. A sorte estava ao lado dos brasileiros, pois na outra partida Espanha e Uruguai ficaram no 2 a 2. Nova goleada nacional na segunda rodada, 6 a 1 na Espanha. E, de virada, os uruguaios venceram a Suécia por 3 a 2. O título estava mais próximo do Brasil, que precisaria somente de um empate na última rodada para ser campeão.
O palco da finalíssima foi o então recém-inaugurado Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Quase 200 mil pessoas presentes, esperando apenas o apito final para comemorar o título do Brasil. E a seleção confirmou seu favoritismo na etapa inicial, pressionando o Uruguai e desperdiçando oportunidades de gol. Mas, no intervalo, o placar permanecia como havia começado: 0 a 0.
Logo aos 2 minutos do segundo tempo, Friaça, em um contra-ataque, converteu a superioridade brasileira em gol. O estádio explodiu em festa. Inexplicavelmente, a partir daí, a seleção parou, e os uruguaios começaram a pressionar. E aos 21 minutos, Schiaffino empatou a partida. Resultado que ainda servia ao time brasileiro. Mas os brasileiros sentiram o golpe, e aos 34 minutos, Ghiggia avançou pela direita e chutou cruzado, quase junto à linha de fundo. A bola pegou o goleiro Barbosa no contra-pé e foi parar no fundo do gol brasileiro, determinando o placar final do jogo: Brasil 1 x 2 Uruguai. O público ficou emudecido, não acreditando na derrota nacional. A primeira grande tragédia da história das Copas.
Forma de disputa
Na primeira fase, as seleções foram divididas em quatro grupos. Dois de quatro países, um de três e um último com somente dois times. Os confrontos ocorreriam entre os selecionados de cada grupo. Os vencedores de cada chave garantiriam vaga para um agrupamento final, onde se enfrentariam em turno único. Seria campeã a seleção que somasse mais pontos ao final.

BRASIL
O Brasil nas eliminatórias
O Brasil classificou-se automaticamente para a Copa por ser o país-sede da competição.
O destaque brasileiro: Barbosa

A derrota na final da Copa também marcou o início de uma das mais injustas perseguições da história da competição. Barbosa, goleiro da seleção brasileira, até hoje não é perdoado pelo gol de Gighia, que deu ao Uruguai o título, mesmo tendo sido inocentado até mesmo por jogadores do time campeão. Imprópria condenação para um goleiro seguro que atuou em 20 partidas com a camisa da seleção brasileira.
Barbosa nasceu em Campinas (SP), em 1921. Iniciou carreira no Ypiranga, em São Paulo, onde jogou por três anos. Em 1945 foi jogar no Vasco da Gama, assumindo a posição de titular um ano depois. Esteve no clube até 1956, conquistando diversos campeonatos cariocas e o título do Sul-americano de Clubes Campeões, em 1948. Depois ainda passou por outros clubes, encerrando a carreira somente em 62. Trabalhou também como funcionário público no Maracanã.
Jogos do Brasil
Brasil 4 x 0 MéxicoData: 24/06/1950Local: Estádio do Maracanã, Rio de JaneiroÁrbitro: George Reader (Inglaterra) Público: 81.700 espectadoresBrasil: Barbosa; Augusto, Ely, Danilo e Juvenal; Bigode, Friaça, Maneca e Baltazar; Ademir e Jair. Gols: Ademir, aos 32 min e 81 min; Jair, aos 66 min; e Baltazar, aos 72 min.Brasil 2 x 2 SuiçaData: 28/06/1950Local: Estádio do Pacaembu, São PauloÁrbitro: Rámon Azón Roma (Espanha) Público: 42.000 espectadoresBrasil: Barbosa; Augusto, Bauer, Danilo e Juvenal; Bigode, Friaça, Zizinho e Chico; Ademir e Jair. Suíça: Stuber; Neury, Bocquet e Lusenti; Eggimann, Quinche, Tamini e Bickel; Friedlaender, Bader e Fatton. Gols: Alfredo, aos 2min; Fatton, aos 16min e 88 min; Baltazar, aos 31 min. Brasil 2 x 0 IugosláviaData: 01/07/1950Local: Estádio do Maracanã, Rio de JaneiroÁrbitro: Benjamin Merwin Griffiths (País de Gales) Público: 139.000 espectadores Brasil: Barbosa; Augusto, Bauer, Danilo e Juvenal; Bigode, Maneca, Zizinho e Chico; Ademir e Jair. Iugoslávia: Mrkusic; Horvat, Stankovic e Ciaikovski; Jovanovic, Djaic, Mihajlovic e Mitic; Bobek, Tomasevic e Vukas. Gols: Ademir, aos 3min; e Zizinho, aos 69 min. Brasil 7 x 1 SuéciaData: 09/07/1950Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro Árbitro: Arthur Ellis (Inglaterra) Público: 139.000 espectadoresBrasil: Barbosa; Augusto, Bauer, Danilo e Juvenal; Bigode, Friaça, Zizinho e Chico; Ademir e Jair. Suécia: Svensson; Samuelsson, Erik Nilsson e Andersson; Knut Nordhal, Gaerd, Jepsson e Palmer; Skoglund, Stellan Nilsson e Sundqvist. Gols: Ademir, aos 17 min, 36 min, 52 min e 54 min; Chico, aos 39 min e 88min; Andersson ,aos 67 min; e Maneca, aos 85 min. Brasil 6 x 1 EspanhaData: 13/07/1950Local: Estádio do Maracanã, Rio de JaneiroÁrbitro: Giovanni Galeati (Itália) Público: 173.000 espectadoresBrasil: Barbosa; Augusto, Bauer, Danilo e Juvenal; Bigode, Friaça, Zizinho e Chico; Ademir e Jair. Espanha: Ramallets; Alonso, José Gonzalvo, Mariano Gonzalvo; Parra, Puchades, Basora e Igoa; Zarra, Paníza e Gainza. Gols: Ademir, aos 15 min e 57 min; Jair, aos 21 min; Chico, aos 31 min e 55min; Zizinho, aos 67 min; e Igoa, aos 71 min.
Brasil 1 x 2 Uruguai
Acervo/Gazeta Press
O gol de Ghiggia, que deu o título ao Uruguai
Data: 16/07/1950Local: Estádio do Maracanã, Rio de JaneiroÁrbitro: George Reader (Inglaterra) Público: 174.000 espectadoresBrasil: Barbosa; Augusto, Bauer, Danilo e Juvenal; Bigode, Friaça, Zizinho e Chico; Ademir e Jair. Uruguai: Máspoli; Matías González, Gambetta e Tejera; Andrade, Varela, Ghiggia e Pérez; Miguez, Schiaffino e Moran. Gols: Friaça, aos 47 min; Schiaffino, aos 66 min; e Ghiggia, aos 79 min. Jogadores do BrasilGoleiros: Barbosa (Vasco da Gama), Castilho (Fluminense)Zagueiros: Augusto (Vasco da Gama), Juvenal (Flamengo), Nena (Grêmio), Nílton Santos (Botafogo/RJ) Meio-campistas: Bauer (São Paulo), Danilo (Vasco da Gama), Bigode (Flamengo), Ely (Vasco da Gama), Rui (São Paulo), Noronha (São Paulo) Atacantes: Friaça (São Paulo), Zizinho (Bangu), Ademir (Vasco da Gama), Jair (Palmeiras), Chico (Vasco da Gama), Alfredo (Vasco da Gama), Maneca (Vasco da Gama), Baltazar (Corinthians), Adãozinho (Internacional/RS) e Rodigues (Palmeiras) Técnico: Flávio Costa

Brasil - 1950
CAMPEÃOJogos do campeãoUruguai 8 x 0 BolíviaData: 02/07/1950Local: Estádio Independência, Belo HorizonteÁrbitro: George Reader (Inglaterra)Público: 13.000 espectadoresGols: Schiaffino, aos 14 min, 23 min, 45 min, 56 min e 59 min.; Vidal, aos 18 min.; Pérez, aos 73 min,; e Ghiggia, aos 83 min.Uruguai: Máspoli; Matías González, Juán González e Tejera; Andrade, Varela, Ghiggia e Pérez; Miguez, Schiaffino e Vidal.Bolívia: B. Gutiérrez; Acha, Grecco e Bustamante; Valencia, Ferrel, Algarañaz e Ugarte; Capparelli, E. Gutiérrez e Maldonado.Uruguai 2 x 2 EspanhaData: 09/07/1950Local: Estádio do Pacaembu, São Paulo Árbitro: Benjamin Merwyn Griffiths (País de Gales) Público: 35.000 espectadoresGols: Ghiggia, aos 29 min; Basora, aos 32 e 39 min; Varela, aos 73 min. Uruguai: Máspoli; Matías González, Gambetta e Tejera; Andrade, Varela, Ghiggia e Pérez; Miguez, Schiaffino e Moran. Espanha: Ramallets; Alonso, José Gonzalvo, Mariano Gonzalvo; Parra, Puchades, Basora e Igoa; Zarra, Molowny e Gainza.
Acervo/Gazeta Press
Uruguai x Suécia em São Paulo
Uruguai 3 x 2 SuéciaData: 13/07/1950Local: Estádio do Pacaembu, São PauloÁrbitro: Reginald Leafe (Inglaterra) Público: 32.000 espectadoresGols: Palmer, aos 5 min; Ghiggia, aos 39 min; Sundqvist, aos 40 min; Miguez, aos 77 min e 85 min. Uruguai: Paz; Matías González, Gambetta e Tejera; Andrade, Varela, Ghiggia e Pérez; Miguez, Schiaffino e Vidal. Suécia: Svensson; Samuelsson, Erik Nilsson e Andersson; Johansson, Gaerd, Joensson e Palmer; Rydell, Mellberg e Sundqvist. Brasil 1 x 2 UruguaiData: 16/07/1950Local: Estádio do Maracanã, Rio de JaneiroÁrbitro: George Reader (Inglaterra) Público: 174.000 espectadoresGols: Friaça, aos 47 min; Schiaffino, aos 66 min; e Ghiggia, aos 79 min. Brasil: Barbosa; Augusto, Bauer, Danilo e Juvenal; Bigode, Friaça, Zizinho e Chico; Ademir e Jair. Uruguai: Máspoli; Matías González, Gambetta e Tejera; Andrade, Varela, Ghiggia e Pérez; Miguez, Schiaffino e Moran.

Brasil - 1950
DESTAQUES
O artilheiro: Ademir de Menezes (Brasil)
O brasileiro que mais gols marcou também foi o artilheiro da competição. Ademir Marques de Menezes, o Queixada, deixou sua marca nas redes adversárias em nove oportunidades (disputou seis partidas). Contra a Suécia, na fase final, marcou quatro vezes. Atuou no ataque ao lado de Zizinho e Jair da Rosa Pinto.Pernambucano do Recife, iniciou sua carreira no infanto-juvenil do Sport. Após uma excursão do time ao Rio de Janeiro, quando jogou muito bem, foi contratado pelo Vasco da Gama, participando do esquadrão conhecido como "Expresso da Vitória". Teve também uma breve passagem pelo Fluminense. Foi um dos maiores artilheiros da história vascaína, com mais de 300 gols em 429 jogos. Conquistou quatro títulos cariocas pelo clube cruzmaltino. Pela seleção, marcou 31 gols em 39 partidas disputadas entre 1945 e 53. Depois de se aposentar como jogador, foi por um tempo comentarista de rádio.
Acervo/Gazeta Press
Construção do Maracanã
O destaque: Obdulio Varela (Uruguai)O capitão da Celeste Olímpica na Copa do Mundo de 1950, Obdulio Varela, começou sua carreira no Pascual Somma e no Deportivo Juventud, em Montevidéu, capital uruguaia. Após um tempo transferiu-se para o Wanderers, em 1938. Quatro anos mais tarde, foi adquirido pelo Peñarol, onde venceu seis campeonatos nacionais, em 1944, 45, 49, 51, 53 e 54.Obdulio era o líder da equipe e grande articulador das jogadas ofensivas da seleção. Atuou em 46 partidas internacionais pelo Uruguai, marcando oito gols. Estreou em 1939 (entrou no segundo tempo da partida contra Equador) e defendeu o país até 1955, quando abandonou o futebol. Participou também da Copa de 1954, na Suíça, Aos 38 anos decidiu encerrar sua carreira de jogador de futebol passou a trabalhar como técnico. No entanto, como não admitia intervenções externas, teve diversas brigas com os dirigentes, o que influenciou sua atitude de se afastar definitivamente do futebol.
Curiosidades
- Quando começou a Copa, em 24 de junho, o estádio do Maracanã ainda não estava terminado. Para sua construção foram necessários 435 mil toneladas de concreto. Por muito tempo manteve-se como o maior estádio do mundo. O público registrado na partida final, 173.850 pagantes é até hoje recorde mundial em Copas do Mundo.- a Copa do Mundo de 1950 contou pela primeira vez com seleções britânicas; Inglaterra e Escócia classificaram-se por meio do antigo Campeonato Britânico de Seleções, que foi disputado entre 1884 e 1984, sendo a mais antiga competição entre seleções nacionais.- Cerca de um mês antes do início do Mundial, Brasil e Uruguai se enfrentaram três vezes, pela Copa Rio Branco. Os brasileiros perderam o primeiro jogo por 4 a 3, e ganharam os seguintes: 3 a 2 e 1 a 0.

Brasil - 1950
NÚMEROSArtilheiros9 gols: Ademir (Brasil)6 gols: Schiaffino (Uruguai) 5 gols: Zarra (Espanha) 4 gols: Chico (Brasil), Basora (Espanha) e Ghiggia (Uruguai) 3 gols: Palmer e Sundqvist (Suécia) 2 gols: Baltazar, Jair e Zizinho (Brasil), Cremaschi (Chile), Carapellese (Itália), Ciakovski e Tomasevic (Iugoslávia), Lópes (Paraguai), Andersson e Jepsson (Suécia), Miguez (Uruguai) 1 gol: Alfredo, Friaça e Maneca (Brasil), Prieto, Riera e Robledo (Chile), Igoa (Espanha), Gaetjens, Eddie Souza, John Souza e Wallace (EUA), Finney e Mortensen (Inglaterra), Muccinelli e Pandolfini (Itália), Bobek, Mitic e Ognjanov (Iugoslávia), Casarín e Velásquez (México), Mellberg (Suécia), Bader e Tamini (Suíça), Pérez, Varela e Vidal (Uruguai)Todos os resultadosGrupo 124/06 Brasil 4 x 0 México25/06 Iugoslávia 3 x 0 Suíça28/06 Brasil 2 x 2 Suíça29/06 Iugoslávia 4 x 1 México01/07 Brasil 2 x 0 Iugoslávia02/07 Suíça 2 x 1 MéxicoGrupo 2 25/06 Inglaterra 2 x 0 Chile25/06 Espanha 3 x 1 Estados Unidos29/06 Espanha 2 x 0 Chile29/06 Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra02/07 Espanha 1 x 0 Inglaterra02/07 Chile 5 x 2 Estados UnidosGrupo 325/06 Suécia 3 x 2 Itália29/06 Suécia 2 x 2 Paraguai02/07 Itália 2 x 0 ParaguaiGrupo 402/07 Uruguai 8 x 0 Bélgica Fase Final 09/07 Brasil 7 x 1 Suécia09/07 Uruguai 2 x 2 Espanha13/07 Brasil 6 x 1 Espanha13/07 Uruguai 3 x 2 Suécia16/07 Suécia 3 x 1 Espanha16/07 Brasil 1 x 2 UruguaiClassificação final

Pos
País
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
1°
Uruguai
7
4
3
1
0
15
5
10
2°
Brasil
9
6
4
1
1
22
6
16
3°
Suécia
5
5
2
1
2
11
15
-4
4°
Espanha
7
6
3
1
2
10
12
-2
5°
Iugoslávia
4
3
2
0
1
7
3
4
6°
Suíça
3
3
1
1
1
4
6
-2
7°
Itália
2
2
1
0
1
4
3
1
8°
Inglaterra
2
3
1
0
2
2
2
0
9°
Chile
2
3
1
0
2
5
6
-1
10°
EUA
2
3
1
0
2
4
8
-4
11°
Paraguai
1
2
0
1
1
2
4
-2
12°
Bolívia
0
1
0
0
1
0
8
-8
13°
México
0
3
0
0
3
2
10
-8
PG - pontos ganhos; J - jogos; V - vitórias; E - empates; D - derrotas; GP - gols pro; GC - gols contra; SG - saldo de gols.